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Os pipoqueiros mais amados

Pipoqueiros-proibidos-de-trabalhar

Colegas pipoqueiros de Agostinho Gomes e Dario Alves foram proibidos de trabalhar em determinadas ruas.

Dario (à esquerda) e Seu Agostinho no Campo de São Bento acompanharam de longe uma polêmica que provocou muito barulho no mês passado: colegas pipoqueiros que ficam no Centro de Niterói foram proibidos de trabalhar em determinadas ruas. A medida foi revogada e não os afetou. Melhor assim. Até porque os dois são patrimônios informais da cidade e ai de que tentar pegar no pé deles!

Várias gerações conhecem e adoram Agostinho e Dario. Eles dão expediente no mesmo lugar há mais de quatro décadas: o Campo de São Bento. Dario fica ali pelo meio da alameda principal, que liga a Gavião Peixoto à Roberto Silveira. A uns 70 metros dele dá para ver seu Agostinho, próximo da entrada da Domingues de Sá.

Eles são concorrentes, mas também amigos. Já testemunharam inúmeros outros pipoqueiros passarem pelo Campo de São Bento. Somente eles resistiram ao tempo. Seu Agostinho, de 86 anos, está há mais de 40 no parque. Sete dias por semana estaciona sua carrocinha das 9h até o fim da tarde. “Minha folga é só quando chove”, diz ele, que mora em Santa Rosa e toda manhã pega o 30 para trabalhar.

Os dois guardam suas carrocinhas num galpão próximo, que abriga também os equipamentos de outros vendedores. Dario, porém, chega apenas por volta das 16h. Fica até de noite. Ele trabalha no Campo de São Bento há 56 anos. Começou vendendo cachorro-quente, mas desde os anos 1980 é pipoqueiro. Nos últimos tempos vem recebendo a companhia da mulher, Maria, que vende milho ao seu lado.

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Mas não tem jeito: a pipoca é o carro-chefe da família. E a salgada vende muito mais do que a doce. Em meio a tantos clientes fiéis — entre eles o ex-prefeito Godofredo Pinto —, Dario se orgulha de conhecer alguns há décadas. “Eles hoje trazem os filhos e os netos para comprar comigo”, conta.

A dupla de pipoqueiros só lamenta a crise que atrapalhou os negócios. “Ultimamente, muita criança pede pipoca e a mãe diz que não tem dinheiro. Mas isso vai passar”, diz, esperançoso, Seu Agostinho.

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