Curiosidades

Conheça a pipoca feita com as sementes da Vitória Régia

Pipoca feita com as sementes da Vitória Régia

A vitória-régia é uma das maiores plantas aquáticas do mundo – chega a medir 3 m de diâmetro. O que pouca gente sabe é que essa planta típica da Amazônia tem diversos usos na culinária. É possível até preparar pipoca com as sementes da Vitória Régia, que parecem muito com o pipoca tradicional ou até mesmo com a pipoca de sorgo.

Isso acontece porque a semente da Vitória Régia tem características semelhantes ao do milho de pipoca, fazendo com que ele estoure quando aquecido.

Mas será que esta pipoca de Vitória Régia fica boa? Dá uma olhada no vídeo abaixo como fica essa pipoca depois de estourada:

Como é possível ver no vídeo, o método de preparo da pipoca é exatamente o mesmo da pipoca que você já conhece: com óleo comum e utilizando uma panela baixa. A grande diferença é realmente no sabor (é claro) e na aparência dos grãos, que são bem mais escuros.

Semente da planta Vitória Régia usada para fazer pipoca

Repare como ela estoura no vídeo com muito mais força do que o milho de pipoca tradicional ou gourmet, e que nem todos os grãos estouram!

Extração da Semente da Vitória Régia

Propriedades gastronômicas da Vitória Régia

Você já imaginou comer pipoca da semente e geleia da flor de vitória-régia (Victoria amazonica)? É isso mesmo. De uma das maiores plantas aquáticas do mundo, que é o símbolo da Amazônia, pode-se comer a flor, as sementes, os caules subterrâneos e o talo. De acordo com o professor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), o biólogo Valdely Kinupp, a vitória-régia (pertencente à família Nymphaeceae) é uma hortaliça que poderia ser produzida na Amazônia

A Vitória Régia pode se transforma em diversos pratos. Um deles é a pipoca! Do ponto de vista gastronômico, esta planta gigante tem diversas  utilidades. Da flor a semente!

Conheça a Vitória Régia

Os ingleses deram-lhe o nome em homenagem à Rainha Vitória, quando o explorador alemão a serviço da Coroa Britânica Robert Hermann Schomburgk levou suas sementes para os jardins de um palácio inglês.

O formato da sua folha lembra um forno de se fazer farinha de mandioca, o que justifica seus nomes “forno”, “forno-de-jaçanã”, “forno-d’água” e “forno-de-jacaré”.

Do fato de seu rizoma ser comestível, se originou o nome “cará-d’água”. De suas sementes, se produz fécula, o que originou o nome “milho-d’água”.

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Segundo o Wikipedia

Vitoria Régia é um género de nenúfares, da família das plantas Nymphaeaceae, com folhas verdes muito grandes que se estendem na superfície da água. A Vitoria Régia amazônica tem uma folha de até 3 metros de diâmetro, em um talo de até 8 metros de comprimento. O nome do gênero foi dado em homenagem à Rainha Vitória do Reino Unido.

A Vitoria amazônica é nativa das águas rasas da bacia do rio Amazonas, como os lagos marginais e os lagos. Está representado no brasão guianense. As flores são brancas na primeira noite em que estão abertas e ficam rosadas na segunda noite. Eles têm até 40 cm de diâmetro e são polinizados por escaravelhos.

Outra espécie, Vitoria cruziana, na bacia do Paraná-Paraguai, é apenas ligeiramente menor, com a parte inferior das folhas púrpura ao invés do vermelho de V. amazonica, e coberta por um pêssego parecido com o pêssego, sem V. amazonica. V. cruziana abre suas flores ao entardecer.

A primeira descrição publicada do gênero foi feita por John Lindley em 1837, baseada em espécimes retornados da Guiana Britânica por Robert Schomburgk. Lindley nomeou o gênero depois da nova rainha, Victoria, e da espécie Victoria regia. Um relato anterior da espécie Euryale amazonica Poeppig, em 1832, descreveu uma afinidade com Euryale ferox. Uma coleção e descrição também foi feita pelo botânico francês Aimé Bonpland em 1825.

A folha de Victoria é capaz de suportar um peso bastante grande devido à estrutura da planta, embora a folha em si seja bastante delicada: tanto que “um canudo preso a 6 polegadas acima e cair perpendicularmente nela passaria por ela”. 3] Para combater a natureza frágil da folha, o peso precisa ser distribuído pela superfície através de meios mecânicos, como uma folha de compensado. Isso permite que a folha suporte até 32 kg (71 lb).

Você sabia que a Vitória Régia é considerada umm PANC?

Mas você sabe o que é significa PANCS?

PANCS são Plantas Comestíveis Não Convencionais

Plantas Alimentícias não Convencionais (PANC – escreve-se sem o S, mesmo no plural) é uma sigla utilizada para plantas que tem potencial alimentício, porém não são consumidas, pelo menos não em larga escala, ou não em determinada região, sendo que muitas delas são cultivadas somente por pequenos produtores e em escala doméstica. Também podemos considerar partes geralmente não consumidas de plantas comuns, como por exemplo o palmito e o coração da bananeira.

O termo PANC é variável, sendo que uma planta que é amplamente consumida dentro do Brasil, pode ser considerada uma PANC fora dele, acontecendo o contrário também. Essa diferença encontra-se também em regiões, sendo que em todo o país temos plantas que são consumidas somente em um pequeno território, por exemplo, as PANC da Amazônia, que são pouco consumidas em São Paulo.

Grande parte das PANC são rústicas, ou seja, dificilmente são atacadas por pragas e necessitam de pouco cuidado, mas atenção, isto não é uma regra, assim como qualquer outra planta, algumas necessitam de ambiente ideal para seu desenvolvimento. Outras se desenvolvem em qualquer ambiente, porém em condições adequadas tem uma melhor produção.

Para o professor do Ifam, Valdely Kinupp, o potencial alimentício das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) é muito interessante e há uma demanda, não só na Amazônia, mas no Brasil!

Conheça outras PANCS (mas que não viram pipoca)

Com certeza você passa por uma todo dia e nem se dá conta. As plantas alimentícias não convencionais (pancs) estão por toda a parte – e deveriam estar no seu prato também.

Peixinho

Não é pescado, é plantado mesmo. A folha, cheia de pelinhos, ganhou o nome por conta do seu formato. Também conhecido como lambari-da-horta, é usado para chás e empanado, como aperitivo. Vai bem em climas secos.

Maracujá-do-mato

Menor que o maracujá comum e de casca mais alaranjada, ele tem aroma e sabor um pouco mais adocicado. Tem sido reconhecida como produto de forte identidade cultural com o bioma Caatinga. Dá suco, geleia, doce e até molho para carnes. Saiba mais.

Beldroega

Ácida e crocante, vai muito bem na salada. Também pode ser consumida refogada no óleo ou na banha com alho e cebola (depois de cozida, lembra um pouco o espinafre, só que mais suave). Às vezes é chamada de ora-pro-nobis (até por Guimarães Rosa), mas, apesar de as duas folhas guardarem semelhanças entre si, são espécies totalmente diferentes.

Nós ficamos muito curiosos para conhecer essa pipoca de vitória régia e você? Ficou com vontade de experimentar?

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